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De novo com o pé no estribo pelo mundo

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depois de um tempo sem publicar, retomo nosso blog como forma de partilhar minhas experiencias e viagens. Cheguei essa semana em Portugal para participar como convidado do Congresso Internacional de Turismo Equestre em Golegã, Capital do Cavalo de Portugal. Além dos importantes e interessantes temas e apresentações, a oportunidade tambem foi importante para rever varios amigos e parceiros do meio.
Nas visitas a cidade, pude observar que começaram os preparativos para a proxima grande Feira Nacional do Cavalo, no inicio de novembro.

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Começa a Cavalgada

Os cavalos saíram de São Paulo no dia 5 de maio e chegaram em Diamantina, na Estância Salitre, 8km da Estrada Real, aonde descansaram da longa viagem e se aclimataram ao cerrado mineiro.
Já no dia 7 de maio chegamos na Estância, dia 8, domingo, ainda pela manhã fomos a cavalo até a cidade para receber a bênção do bispo de Diamantina, D João Bosco.

A cidade é muito bonita com ruas de pedra e monumentos históricos; percorre-la a cavalo como faziam os tropeiros foi um privilégio e uma bela maneira de iniciar nossa longa expedição.

Na hora do almoço amarramos nossos cavalos no pátio do antigo Rancho dos Tropeiros, aonde depois passou a funcionar o Mercado Municipal da cidade (construído em 1835, foi restaurado em 1997).

Apesar de ter escolhido o nome da viagem – Cavalgada do Sertão ao Mar, Pelos Caminhos da Estrada Real, começo esse texto denominado nossa cavalgada de “expedição”, para destacar que é uma cavalgada que tem características das grandes expedições, devido ao seu grau de dificuldade, longa distância, número de dias, logística envolvida, etc.

A beatriz Biagi Becker, uma das apoiadoras da viagem e criadora de nossos Mangalargas ( marca Beabisa)  veio prestigiar nossa saída e cavalgou conosco nos primeiros dias.

Saímos no dia 09 de maio, cedo, com destino ao vilarejo de São Gonçalo Rio das Pedras, no alto Jequitinhonha. Percorremos vários trechos de estrada em obras de asfaltamento tendo a Serra do Espinhaço como horizonte rochoso. Quase nenhum veículo para poluir os trechos com paisagens cinematográficas deste percurso inicial.

Nossos cavalos já começaram demonstrar a coragem e o preparo ao passar pelas máquinas em movimento na obra. Em São Gonçalo nos hospedamos na Pousada do Capão, cujos proprietários nos receberam com a reconhecida hospitalidade mineira. Os cavalos ficaram bem próximos.

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As cavalgadas de Luiz Homero

A história que temos para contar hoje, é do cavaleiro Luiz Homero que reside em Brusque SC, região do Vale do Itajaí. Nascido em Marília, SP e criado entre a cidade e o campo, Luiz teve seu primeiro contato com o mundo equestre aos 9 anos de idade, quando começou a montar com seu tio Camilo em sua fazenda (Santa Rosa) em Marília. Ele se considera um apaixonado por cavalos, tendo começado a cavalgar por volta dos 12 anos, com amigos. Saía da fazenda do tio e ia passar o final de semana nas fazendas dos amigos, em Marília.
O desejo de permanecer mais tempo em companhia dos cavalos foi o que lhe inspirou a fazer sua primeira viagem e hoje, para ele, cavalgar significa conectar-se com o universo “Reflexão, meditação. Sentir o coração e a respiração do animal compassados com o seu coração, com a sua respiração. Compartilhar com ele nossas necessidades básicas, de água, alimento, descanso. Dormir sob o mesmo teto, respirar o mesmo ar. Viajar a cavalo significa deixar os problemas para traz. Olhar o mundo com olhos de peregrino. O Viajante sai em busca de novas paisagens, o Peregrino sai em busca de novos olhares.” contou.

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Luiz Homero faz, em média, 2 viagens a cavalo ao ano. Porém, monta com regularidade ao menos duas vezes por semana “Como sinto mais prazer montando meu próprio animal, meus sonhos limitam-se a roteiros onde possa leva-los.”
Luiz ainda vislumbra cavalgar pelas Chapadas do Brasil (Diamantina, Veadeiros, Guimarães), e pela Trilha dos Tropeiros (R.S até Sorocaba). Também gostaria de cavalgar pela Região da Serra Gaúcha.
Para esse cavaleiro, o sentimento de proximidade com Deus e renovação que as viagens a cavalo lhe trazem, são fatores que o fazem pensar na próxima cavalgada. E ele já tem em sua bagagem muitas viagens interessantes como:

• Lagoa dos Patos (Porto Alegre e Pelotas).
• Estrada Real MG – de Aparecida do Norte até Prado de Minas.
• Interior do Paraná – Umuarama à Douradina.
• Umuarama – Cidade Gaúcha.
• Maria Helena e Marechal Rondon.
• Litoral Catarinense – da Praia da Pinheira à Garopaba.
• Serra Catarinense – Alfredo Vagner, Bom Retiro e Urubici.

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Em uma de suas viagens, durante um imprevisto na estrada, Luiz se acidentou com o caminhão que levava alguns cavalos e por muita sorte todos saíram ilesos. “Regressando de uma cavalgada, com 4 cavalos na carroceria do caminhão, em uma estrada levantada, beirando um arrozal, ao desviar de um motorista bêbado, tombei o caminhão no arrozal alagado. Os animais presos pelos cabrestos, entraram em desespero no interior da gaiola do caminhão, enquanto a água invadia tudo. Apesar dos gritos de todos “não faça isso”, entrei com os cavalos na gaiola inundada e pedi calma a eles e ajuda divina. Por milagre, eles imediatamente se acalmaram, me permitindo caminhar entre eles e cortar as cordas que os prendiam.

Quando soltei o último, pedi que me seguissem e um a um com cuidado e sem desespero, foram saindo atrás de mim, pela porta inclinada num ângulo de 45°.
Não se mexeram, não me pisaram e certamente me perdoaram por minha barbeiragem.” explicou Luiz Homero.

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Luiz teve a oportunidade de conhecer muitas pessoas em suas viagens, entre elas, um lhe chamou mais a atenção: um Velho Tropeiro de 80 anos, com seus cabelos e barba branca “como as nuvens sobre nossas cabeças”. Seu cavalo, branco, também tinha idade avançada: 22 anos. Luiz contou que eles já haviam cavalgado juntos, do Oiapoque ao Chuí, entre tantas outras viagens. Sua voz era pausada e macia. Montado era um Rei. “Tive o privilégio de absorver cada palavra, cada gesto seu. Nos momentos de aperto, como a travessia de rios e atoleiros, colava neles e escapava ileso das armadilhas. Agradeci a Deus por dias, a bênção de tê-lo me apresentado.
Por sua experiência em viagens com cavalos, Luiz recomenda às pessoas que ainda não viajaram, que elas podem estar perdendo os melhores momentos de sua existência, afinal, para ele o cavalo não é simplesmente um bicho ou um meio de transporte: é um ser, que completa o homem e o faz sentir-se poderoso e livre, basta conectar-se. Durante uma viagem, esta conexão pode acontecer.

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Pedi a ele que escolhesse uma de suas viagens e contasse-nos algo de especial sobre ela.

Cavalgada da Lagoa dos Patos
“Em uma viagem de negócios à Pelotas, fui convidado pelas pessoas do local onde estive para fazer essa viagem. Não conhecia muito sobre a Lagoa, mas fiquei interessado em desbravar um lugar que sempre pensei ser muito interessante, ainda mais à cavalo. Durante a viagem, percebi que era mais do que esperava, me surpreendi com a beleza da paisagem local. O que também chamou muito a minha atenção foi a relação do gaúcho com o cavalo. Jamais esquecerei a música Lago Verde Azul, que representa todas as boas lembranças que tenho dessa viagem, uma saudade enorme inunda meu peito sempre que recordo dela. A travessia dos atoleiros nos Juncais, próximo à praia do Laranjal, com boas pessoas como companhia, suas histórias e seus cavalos, são coisas que não há como esquecer.”

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